Papai, ainda dá tempo!

Quantos filhos deseja ter? Um, dois, três, quatro… Quando o assunto é reprodução, antes de tomar qualquer decisão é fundamental que o casal reveja o planejamento familiar. Se o desejo é controlar a natalidade, a vasectomia é um método contraceptivo masculino simples e seguro, que mesmo sendo eficaz, tem caminho de volta.

O urologista do Hospital e Maternidade São Luiz, Dr. Roni Fernandes, explica que a cirurgia interrompe os canais responsáveis pelo transporte dos espermatozóides do testículo e epidídimo até vesícula seminal, onde eles ficam armazenados antes da ejaculação. “Dessa forma, continua saindo o líquido seminal, porém sem nenhum espermatozóide.”

Assim, o homem pode ter a certeza de que não será papai novamente. Para evitar arrependimentos, a vasectomia, de acordo com a Lei 9.263, só pode ser realizada em homens acima de 25 anos com, pelo menos, dois filhos vivos ou nos casos onde a gravidez poderá gerar risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro bebê. Mais o testemunho escrito e assinado por dois médicos.

Entretanto, mesmo com tantos recursos que garantam o método como definitivo, há homens que mudam de ideia e querem passar pela experiência da paternidade outra vez. No Brasil, não existem dados a respeito. Mas, o Centro de Controle de Doenças Americano afirma que nos Estados Unidos, país onde a incidência de divórcios é elevada, 6% a 8% dos homens recorrem à reversão. “Todas as dúvidas e mitos devem ser esclarecidos antes da realização, se o homem planeja fazer a vasectomia e coloca a reversão como uma possibilidade para o futuro ele não está preparado”, reforça o especialista.

Quero mais

Para quem já realizou a vasectomia e ainda deseja dar mais um irmãozinho aos seus filhos, os especialistas recomendam a reversão como primeira alternativa, sendo que a gestação pelos métodos naturais não precisa de tantos investimentos financeiros e apresenta menos risco para a mulher. “Diferente dos métodos de fertilização é uma cirurgia que permite a passagem do espermatozóide naturalmente pelo canal não aumentando a chance de alterações congênitas nos bebês e nem a chance de gravidez gemelar, que já podem existir antes da vasectomia”, esclarece Dr. Roni.

Está na lei, todo médico que se propõe a realizar um procedimento de esterilização masculina deve estar habilitado para proceder a sua reversão. Ainda assim, é importante lembrar que o resultado nem sempre é o esperado.

Segundo o especialista, a taxa de sucesso da cirurgia de reversão pode variar, dependendo do caso, do tempo após a vasectomia, da técnica e experiência da equipe.  “Um dos principais motivos para o insucesso é o tempo pós-vasectomia: cirurgias realizadas há mais de cinco anos, a possibilidade de sucesso é bem menor quando comparadas com as operadas há dois anos.”, finaliza.

 

Por Sempre Materna


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